quarta-feira, 2 de abril de 2025

A incrível estória de Von Meduna e a Filha do Sol do Equador


Este livro conta um exemplo do combate dos Militantes da Luta Antimanicomial contra Dragões Manicomiais. No enredo, destrincha parte da história da psiquiatria do Estado do Piauí e sua relação com os acontecimentos da “ciência psiquiátrica” no mundo. Uma relação que, baseada num erro da psiquiatria, cria o manicômio que aprisiona seus moradores numa atemporalidade de despersonalização, isolamento social, condições precárias e estigmatização, sendo presumivelmente fatores da violação dos Direitos Humanos. Buscando seus objetivos de enfrentar o problema manicomial no campo dos direitos humanos, a Reforma Psiquiátrica Brasileira propõe uma ética inclusiva à sociedade e a construção de dispositivos substitutivos do manicômio, para lidar com a saúde mental em comunidade. 

Se, na primeira edição, lidávamos com um embate no qual fomos vitoriosos, não percebemos ali o nascimento das contemporâneas Comunidades Terapêuticas religiosas que, no afã da resolução do problema de uso abusivo de substâncias psicoativas, cresceram em número e no financiamento público, podendo vir a ocupar o lugar dos antigos manicômios. E o Piauí é um dos Estados incubadores dessa proposta. Essa a razão dessa edição ampliada.

No recente boletim “A Saúde Mental em Dados”, (em sua 13ª edição) do Ministério da Saúde, algumas observações podem ser feitas: não existe um tópico sobre as Comunidades Terapêuticas. Para o Ministério da Saúde é como se elas não existissem, e, no entanto, atendem à parcela da clientela conveniada com o Ministério de Desenvolvimento e Assistência Social, mesma clientela que, na Saúde, é atendida pelos CAPS ad (Centro de Atenção Psicossocial para usuário de Álcool e outras Drogas) e outros dispositivos em comunidade e hospitais gerais. Entre 2017 e 2020 as Comunidades Terapêuticas receberam verbas públicas maiores que o orçamento de todo o departamento de Saúde Mental para cada ano do período. Com um crescimento exponencial, as comunidades com 17 mil leitos públicos já abrigam mais pacientes que quase o dobro dos que estão nos manicômios ainda existentes, que estão sendo fechados. São substituídos pela rede comunitária, enquanto as Comunidades crescem na contramão da proposta.

A segunda edição ampliada trata desse problema. Aqui estamos perdendo a batalha para novos Dragões Manicomiais.

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