sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

Navilouca ReVista


Idealizada e montada em 1972, ano emblemático de muitas experimentações, a Navilouca só seria impressa em 1974 e logo se tornou verdadeira lenda entre as publicações alternativas do período, oferecendo um painel do que havia de mais radical nas letras, nas artes visuais e no cinema por estas bandas.

Neste ensaio, fruto de dissertação de mestrado (UESPI), Isis Rost apresenta algumas de suas chaves, fazendo um corte transversal no material organizado por Torquato Neto e Waly Salomão e ressaltando duas tríades que marcam toda a linguagem do “almanaque dos aqualoucos”: a concreta, com Augusto, Haroldo  e Décio, e a experimental, núcleo da revista, identificada em Torquato, Waly e Hélio Oiticica.

    Temos aqui a proposta de um encontro direto com as páginas da Navilouca, num texto irreverente e inventivo, cujos capítulos (e mesmo os subtítulos) podem ser lidos de forma independente, compondo um caleidoscópio para saudar os 50 anos deste projeto único, quase delirante, lance final do poeta piauiense que se suicidou naquele intenso ano de 1972. 

Link para download: Navilouca ReVista

domingo, 20 de junho de 2021

Olhos famintos & outros contos

 Olhos famintos & outros contos traz o tom desta época sobrecarregada, esmiuçada pela fome, falta de empatia, variantes de vírus letais e, também, por uma pitadinha de humor e amor, para nos lembrar de sempre agarrar (e manter agarradas) as mãos uns dos outros, nestes dias despedaçadores. O livro é composto por 4 microcontos, todos com a cidade de São Luís do Maranhão como referência. O primeiro, Olhos famintos, nomeia o todo e é apresentado em três versões, acrescentando-se uma em francês e outra em espanhol. A história retrata o cotidiano dolorido, emoldurado na fome, de uma das feiras mais antigas da ilha. O próximo conto é o mais leve de todos, Diastema, ou paquera em tempos de pandemia. O penúltimo é Fogo na carne, uma história que queima na alma. Para encerrar, Autobiografia de um jardineiro (transcrita por uma flor), memórias ludovicenses de um professor de biologia, nos lembrando que este tempo é, afinal, asfixiante. Aqui está a escrita seca e cortante de Dalva de Palmar Brasil, acompanhada de seus próprios clicks da cidade. É o quarto número da coleção Livrinho também é Livro, organizado pela Editora Passagens. Download no link abaixo

Olhos Famintos & outros contos

terça-feira, 4 de maio de 2021

Literatura – Perspectivas Críticas


 Literatura – Perspectivas Críticas é uma publicação que contempla as produções acadêmicas da turma 9 do Mestrado Acadêmico em Letras da  Universidade Estadual do Piauí. Os trabalhos pertencem à Área de Concentração: Literatura, Memória e Cultura, abrangendo as duas linhas de pesquisas: Literatura e outros Sistemas Semióticos e Literatura, Historiografia e Memória Cultural. Obra realizada durante a pandemia da COVID 19, está dividida em dois eixos, a Poesia e a Prosa, contendo 13 ensaios escritos pela turma sobre crítica literária. A primeira parte compreende seis ensaios, que versam desde a prosa poética de Décio Pignatari, atravessando Ondjaki, Ferreira Gullar, Noémia de Sousa, Mário Quintana até a sonoridade poética dos Engenheiros do Hawaii. No segundo eixo, sete ensaios, que alcançam a prosa distópica de José J. Veiga e a militância das negras e mulheres Djaimilia Pereira de Almeida e Carolina de Jesus, além de uma reflexão sobre literatura e memória, através da chilena Isabel Allende. Discute ainda a prosa denunciadora de Lima Barreto, a narrativa do piauiense O.G. Rego de Carvalho e revisita a importância das funções do espaço ficcional no texto literário narrativo. Todas as análises estão envolvidas, direta ou indiretamente, com o trabalho de dissertação de cada um dos autores. A edição traz um diferencial no projeto gráfico, apostando na utilização das imagens para aprofundar a compreensão dos textos, e conta com prefácio da professora Algemira Mendes de Macêdo. Este é o nono livro da Editora Passagens,  para download gratuito no link abaixo:



domingo, 26 de julho de 2020

Transas da Contracultura Brasileira


Transas da Contracultura Brasileira é fruto do encontro de duas pesquisadoras fissuradas na efervescência cultural dos anos 60 e 70. Tempos de explosão criativa, transformações comportamentais profundas e também de muita repressão política. Reunindo vasto material, que alinha entrevistas e depoimentos de personagens expressivas daqueles anos loucos com textos de pesquisa, o livro transita por espaços variados, do Rio de Janeiro, epicentro local do furacão, às suas manifestações e ecos em terras fora do eixo principal, como São Luís, Teresina e Londrina. Passeia por nomes da literatura, do jornalismo alternativo, da música, das artes cênicas e do audiovisual, quase sempre mais próximos do lado B, das franjas experimentais, numa linguagem direta, sem os volteios teóricos tão comuns ao academicismo insosso. E vem à tona turbinado pela elaborada concepção gráfica que sustenta todo o projeto, num show de visualidades capaz de provocar verdadeira imersão no universo de cores, estilos e sensações que convulsionaram nossa cena cultural em sinergia com o que rolava em outros pontos da ebulição planetária, produzindo corpos rebeldes e mentes insanas. Uma publicação vigorosa da editora Passagens no formato e-book, disponível para download gratuito, que celebra toda atualidade e urgência da insubordinação cultural. Veja, leia, curta, passe adiante.


Flávio Reis

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terça-feira, 16 de junho de 2020

BOI

BOI reúne poemas e letras de música que o poeta Celso Borges escreveu, principalmente, nos últimos dez anos. Obra tem o projeto gráfico de Isis Rost e faz parte da coleção Livrinho também é livro, da editora Passagens.

O poeta e letrista Celso Borges homenageia o boi do Maranhão no primeiro ano em que essa manifestação não estará nas ruas e arraiais da cidade, por causa da pandemia do corona vírus.

“Este livrinho nasce dessa não voz, ou da poesia dessa voz na memória, ou do afeto que vislumbro a partir da falta do boi e suas zoadas essenciais”, afirma o escritor que tem ligação com o bumba-meu-boi desde criança, quando via e ouvia os grupos se apresentarem em frente à sua casa, no Largo de São João, centro da cidade.



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BOI


domingo, 17 de maio de 2020

O Declínio da Narrativa


Observação concisa acerca de um texto clássico de Walter Benjamin, O Narrador (1936), enfatizando como o cotidiano de choques sensoriais vivenciado nas grandes cidades do mundo moderno transforma a experiência coletiva e tem impactos sobre a memória e as formas de narrar, estabelecendo o predomínio da informação. Ilustrado principalmente através de pintores impressionistas, os primeiros a representarem a fugacidade da experiência na metrópole, é mais um volume da coleção Livrinho também é Livro, da Editora Passagens. Disponível para download gratuito no link abaixo.
O DECLÍNIO DA NARRATIVA

domingo, 3 de maio de 2020

Rua Morta


Rua Morta, de Luís Inácio Oliveira, inaugura a coleção Livrinho também é livro, com poema inspirado numa fotografia antiga de rua do centro de São Luís. 

Livrinho também é livro – coleção da editora Passagens, coordenada por Isis Rost e Celso Borges, voltada para edição de poemas, contos ou pequenos ensaios, disponibilizados gratuitamente em formato e-book, com tiragem impressa limitada.

Confira!  

  Link para Download:
RUA MORTA


sábado, 25 de abril de 2020

BREU - Ensaios Poéticos





Pequenas reflexões poéticas 
escritos entre 2006 e 2013. 

A peculiaridade da edição foi a mistura de obras de arte aos ensaios, provocando interpretações polissêmicas no leitor. 


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Breu

terça-feira, 24 de março de 2020

CENAS MARGINAIS

O que são estes textos? Difícil precisar. Sua principal característica é o uso de falas e cenas retiradas de vários filmes. O autor ou "colador" utiliza a reciclagem e a simulação para criar zonas de indiferenciação entre recriação e cópia, análise e deturpação. O pensamento encampa o efeito estético, sempre próximo ao ritmo e a forma dos filmes, à procura de outros ângulos interpretativos, misturando informações para configurar uma série de Cenas Marginais, cujo pano de fundo eram os sinais do desmanche da formação nacional. A virulência iconoclasta de Glauber Rocha, Rogério Sganzerla e Júlio Bressane captada numa combinação de fragmentos. Um convite a rever momentos importantes do cinema experimental e do cinema de poesia brasileiros, toda a sua atualidade temática e liberdade estética. Agressividade, ironia e muita colagem. O delírio em imagens óbvias. Bom apetite, o lance é esse! 

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CENAS MARGINAIS


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

NAVILOUCA

Revista Navilouca 

Percebemos que a Navilouca que circulava na web está com várias páginas faltando, então montamos este arquivo com todas as páginas fotografadas e na ordem correta. 
Todas as fotos estão em alta resolução. 

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Penúltima Página


"Lendo esta série de entrevistas do Vias de Fato, com personagens já tão familiares (Gildomar Marinho, Bruno Azevêdo, Celso Borges, Ricarte Almeida), noto que o amálgama comum a todos eles e a todas as interlocuções é na verdade a ponte cultural que interliga tudo: a curiosidade insaciável de Zema Ribeiro.

Do choro à literatura, do teatro ao boi, da arqueologia cultural à agitação geracional, dos cancionistas aos samurais da edição independente, esgrimindo doses precisas de rigor e senso dionisíaco, os textos nos levam ao bar e à academia, ao terreiro e aos velhos cinemas Éden e Roxy, aos becos e às festas de reggae.
Principalmente, as entrevistas remontam um cenário cultural e social que se mostra imprescindível para compreender a parabolicamará que move o Maranhão, sua antena particular de compreensão do universo pelo filtro da poesia, da linguagem. As políticas da perseverança e da honestidade intelectual permeiam tudo, da compreensão profunda de Ricarte (“As pessoas vivem e morrem à míngua”) à visão cósmica de Celso Borges, leitor de coisas intangíveis, como a revista Coyote.
Haicais e boutades escorrem desses saborosos textos. “Eu não conserto versos por conveniência”, decreta Gildomar Marinho. É uma complexa teia de análise, mas, por um motivo de puro mistério, não é possível, na leitura dos textos, dissociar política de música, literatura de combate, visionarismo de consciência.
Leia e seja mais um destrambelhado conosco."

Jotabê Medeiros

Link para download gratuito do e-book:

Penúltima Página

domingo, 7 de abril de 2019

O Risco do Berro - Torquato, neto Morte e Loucura

"O Risco do Berro é voo rasante sobre a vida e a obra de um nome central da contracultura. O piauiense Torquato Neto foi um dos ícones da Tropicália e da cultura marginal forjadas nos anos de chumbo, o momento mais duro e repressivo da Ditadura Militar.
Com muita inventividade, sacação e ironia, Isis Rost encarna a figura múltipla de Torquato, através de suas falas, escritos e imagens, para oferecer uma visão multifacetada do artista. Destacando dois signos fortes do momento, a morte e a loucura, mostra como estavam inscritas na trajetória de Torquato para além das determinações do período.

Colada no ideal contracultural, da transgressão, Isis fere os cânones consagrados, flerta abertamente com as apropriações e colagens, tão presentes no período, para montar seu painel com obsessiva pesquisa iconográfica e ousada diagramação, intuitivamente inspirada na Navilouca, a lendária revista em edição única programada por Torquato e Waly Salomão.


Tudo isso propicia um mergulho no universo dos “anos loucos”, de 67 a 72, quando o poeta, letrista, crítico de cultura e entusiasta de primeira hora do cinema marginal e do desbunde, consuma a própria sina, cuidadosamente tecida em versos, prosa e imagens. Berro ensandecido para saudar a figura indomável de Torquato, o livro é uma lufada de criatividade a desafi(n)aro bom mocismo acadêmico destes tempos tão obtusos.”


Flávio Reis



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sábado, 6 de abril de 2019

RUMINAÇÕES: Cultura e Política

Ruminações é uma coletânea de artigos sobre cultura e política escritos entre 2013 e 2016, quase todos publicados no jornal Vias de Fato. De certa forma, é uma continuação de Guerrilhas, livro de artigos publicado em 2012.

Link para download gratuito abaixo:
RUMINAÇÕES: Cultura e Política

VAIA DE BEBO não vale!

Tom Zé é um capítulo especial quase extraído dos anais da música popular brasileira. Autor inventivo, afeito a experimentos sonoros, prolífico e extremamente irreverente, foi “enterrado vivo”, como ele mesmo diz, após a explosão do tropicalismo, na virada para os anos 70.
(...)
O livro que você tem em mãos é resultado de um olhar sobre um determinado momento da cultura brasileira e seus desdobramentos ocorridos nas entranhas do tropicalismo musical, levando cada um dos seus integrantes a seguir caminhos distintos em suas trajetórias artísticas e nas relações com o mercado da indústria fonográfica. 

Link para download do ebook colorido abaixo: